Marte! O deus da guerra!




  
Martius, como era chamado pelos romanos, nasceu filho de Júpiter e Juno. Deus da guerra para Roma emprestou seu nome para batizar um dos planetas do nosso sistema solar. Assim como seu pai, Júpiter fez o mesmo. Lembrando que o mês de março, primeiro do calendário romano, também tem esse nome em homenagem ao deus da guerra.

Mas para nossos dias, Marte, além de um planeta, virou o principal objetivo dessa nova etapa da exploração espacial. O segundo passo, rumo às estrelas. Objeto de diversas obras de ficção e de devaneios dos humanos desde há muito, esse pequeno planeta avermelhado, inspira a imaginação de abrindo uma tênue fenda entre a ficção e a realidade.

Em sua segunda temporada, a série Marte (Mars) exibida pelo National  Geographic , sábados  23h20, vem se mostrando uma ficção que leva muito a sério a realidade. Um mix de romance e documentário. Não importa o quando nossa tecnologia evolua. Humanos sempre serão humanos. E nessa segunda temporada, que vai para o seu terceiro episódio, dia 1º, deixa muito claro isso.

Nada de spoilers aqui. A emissora exibe reprises em horários alternativos.  Mas no episódio do último sábado um pequeno detalhe me chamou a atenção. Em um momento de descanso, num lugar semelhante a um bar terrestre, havia várias pequenas  bandeiras de diversos países espalhadas pelo ambiente. Provavelmente com a intenção de indicar a “união entre as nações” para a exploração do planeta.

E uma dessas bandeiras era a do Brasil! Eba! Lembraram que existimos.

Bobagens à parte é hora de nos perguntarmos qual será o nosso papel, nessa exploração. O Brasil não tem um programa espacial consolidado. Existem alguns projetos e planos e teremos um astronauta como ministro da Ciência e Tecnologia. Isso é bom começo. Um cientista no posto certo. Mas é pouco ainda para a dimensão do nosso país.

Temos uma base de lançamentos de foguetes meio que abandonada ou com pouquíssimo uso, e a inauguração no inicio do mês do acelerador de partículas em Campinas, passo muito importante para experimentos e desenvolvimento científico.

Mas qual será de fato nossa participação na exploração de Marte ou da Lua, ou além? Muitos dos nossos técnicos e cientistas acabam buscando “refúgio” em centros mais adiantados motivados pela falta de trabalho e investimentos em nosso território. Sem contar também nossa crise econômica atual que limita qualquer possibilidade de altos investimentos na área de exploração espacial para não dizer, nenhum.

Vamos aguardar 2019 e o novo governo e ver o que acontece. Pelos menos, aquele bandeira brasileira colocada em Marte, encenado na série, pode ser um bom presságio que estaremos presentes nesse futuro que já não é tão mais distante como imaginávamos que poderia ser há pouco tempo.  

Comentários

Postagens mais visitadas