A Grande Guerra




                                                                         Cinematógrafo


Ontem, o armistício da Primeira Guerra mundial foi relembrado em Paris, com a presença de líderes mundiais, como Trump e Putin. Mas antes de ser a primeira, era a maior. A Grande Guerra. É assim que  a Primeira Guerra mundial ficou conhecida. Uma guerra repleta de mitos e histórias sangrentas. 

A guerra das inovações tecnológicas, do uso de armas químicas e biológicas, a guerra das temíveis trincheiras e de avanços que iriam marcar o século XX como o avião.
Uma das invenções que deram destaque ao conflito, desenvolvida nos anos 70 do século XIX, foi o cinema. Não foi o primeiro confronto entre nações registrado em filme. A guerra hispano – americana em 1898, possui imagens filmadas.

Mas é na primeira guerra que o as câmeras cinematográficas entram em ação com vigor. A indústria do cinema, ainda incipiente, já dava mostras de seu potencial. A diversão e entretenimento de ficção ganharam como companhia as imagens feitas nos campos de batalha que ampliavam a sensação do terror dos combates. Surgia o embrião daquilo que um pouco mais tarde seria o cine jornalismo, o registro de eventos reais de interesse público. Reportagens que, principalmente na segunda guerra mundial, abriam as sessões de cinema no mundo todo.

A história da humanidade ganhava definitivamente uma memória em movimento, ainda que silenciosa.

Os jornais não estavam sozinhos na cobertura da guerra. Apesar de serem ainda a única fonte de informação em massa da época, a presença das caixas de madeira com manivelas que filmavam abriram espaço para um novo jornalismo e uma nova forma de divulgar um acontecimento.

Quando eclode a o conflito mundial de 1939, os jornais e os documentários em filmes tinham um novo companheiro, o rádio. Mas essa é outra história.
Existe um ditado que diz que a necessidade é a mãe de todas as invenções. E no caso de uma guerra, a necessidade fez com que grandes avanços tecnológicos fossem alcançados ou aprimorados em uma velocidade muito maior que em período de paz.
Hoje, com a internet e com os celulares, qualquer pessoa pode ser um jornalista de campo. Vemos todos os dias centenas de registros de eventos que ocorrem em nossas ruas e que são registrados em vídeo ou em fotos e divulgados ou compartilhados, que é o termo mais aplicado.

E sem analises sociológicas ou filosóficas, George Orwell estava mais que certo.

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