O João ELE foi.




Há tempos lemos e ouvimos noticias e comentários sobre a situação atual da educação em nosso país. Seja a dificuldade de leitura e interpretação dos nossos jovens, da consequente falta de habilidade em construir textos, fazer contas, conhecer e entender a história, biologia, física e por aí vai.

Mas entre toda essa tragédia educacional, tenho notado, e não é de agora, o uso incorreto e grosseiro dos pronomes. E não é entre os jovens estudantes, somente. Muita gente de alto nível, mestres, pós-graduados e até alguns PHd têm cometido esse erro, que é irritante.

E quando profissionais da comunicação, jornalistas principalmente, cometem essa falha a coisa fica feia. Não só pelo erro, mas pela falta de atenção e correção por parte dos responsáveis das redações. Não tenho visto essa falha em jornais impressos ou nos sites de notícias. Mas na TV e no Rádio, é uma festa. Não se usa mais manual de redação? Ou eles existem mas ninguém se dá ao trabalho de consultá-los?

Lembrando que Pronome substitui ou acompanha o substantivo (nome). Tem a finalidade de indicar a pessoa do discurso ou situar no tempo e espaço, sem utilizar o seu nome. Ou seja, dentro de uma oração se eu tenho o sujeito ou substantivo, não uso o pronome. No exemplo que segue “O João ELE foi ao jogo.”, não podemos usar o pronome pessoal ELE. Mas no caso de um período composto, aí sim, o pronome deve ser usado. O João foi ao jogo. Ele foi com vários amigos e se divertiram muito.

O pior de tudo isso é que é um erro que contamina. Eu mesmo me pego falando assim. Fico muito atento quando falo mesmo em conversas cotidianas, sem muito compromisso gramatical. Mas mesmo assim, é horrível falar e ouvir assim.
Não é uma questão do uso correto da gramática da língua portuguesa é a falta do bom senso que incomoda.

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