A hora do clique





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 Finalmente chegou o segundo turno dessa maldita eleição. Não lembro, desde que comecei a entender o mundo, de um processo eleitoral tão sujo e baixo como esse. Nem mesmo a disputa presidencial de 89 entre Lula e Collor.

Quais os motivos? Provavelmente os candidatos envolvidos! Mas o ponto aqui não é esse.
Ouvinte de rádio há muitos e muitos anos, tenho por hábito acordar e imediatamente ligar o aparelho que fica ao lado da minha cama e ouvir as notícias logo cedo.
E como faço também há muitos anos, nos períodos eleitorais, desligo o rádio na hora da propaganda política obrigatória. Com a TV é diferente, pois desde o advento da TV a cabo, as coisas ficaram mais simples. Não desligo, só deixo em canais fechados que estão e espero que continuem livres desse martírio.
Não há dúvida de que a participação da Internet e das chamadas redes sociais fizeram a diferença nesse mar de lama. Ainda é cedo para que apareçam resultados sobre o papel dos meios tradicionais de comunicação e da influência dessas redes. Mas logo saberemos.
O fato de eu me abster de ouvir tanta bobagem e mentira, desligando o rádio ou abominando a propaganda política na TV não me exclui do processo uma vez que continuo ouvindo noticias, lendo matérias e, quando viável, conversando a respeito.Além de conhecer a nossa história e as definições das ideologias políticas.
O que se viu e ouviu nesses meses é digno de filmes B de Hollywood.  Ed Wood ficaria feliz em fazer um filme com esse roteiro.
Hoje, véspera da eleição, a propaganda está finalmente encerrada. O que passou, passou. Mas o que vem por aí? Seja nos estados, na presidência ou nos legislativos, temos um futuro incerto. Não digo sombrio, seria pessimismo demais. Mas muito incerto.
Vemos que não só aqui no Brasil as coisas estão estranhas. O  mundo passa por um processo de mudanças que são no mínimo perturbadoras.
Para aqueles que estão levando essa eleição no mesmo nível das torcidas organizadas do futebol, parem de brigar, parem de se comportar como torcedores cegos pela paixão e busquem por argumentos decentes, inteligíveis e racionais.
É hora do clique off em tudo de errado que acontece em nossa política e, principalmente, em nossos políticos.

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