15 segundos de fama








Uma profecia ou apenas uma constatação? Nos anos 60, o cineasta e pintor norte-americano, Andy Warhol, famoso entre outras obras, por pintar os retratos coloridos  de Marilyn Monroe e Elvis Presley, disse 'No futuro, todos terão seus quinze minutos de fama'.
Ainda numa época em que a velocidade e a penetração dos tradicionais meios de comunicação eram limitadas. Ou seja, que por motivos por vezes fúteis, pessoas comuns, anônimos, poderiam se tornar uma “celebridade instantânea” e como uma tempestade de verão, sumiriam tão rápido como quando chegaram.
E um dia veio a Internet e com ela vieram as redes sociais e os poderosos aplicativos de mensagens instantâneas. Se nos anos 60 quinze minutos de fama seriam suficientes, no século XXI bastam alguns segundos.
Quantas e quantas vezes você recebeu um vídeo um uma mensagem de uma pessoa que você nunca viu e nunca verá novamente, fazendo uma “profunda analise política e econômica” em tom solene como se fosse um grande especialista? Muitas vezes, certo?
Quantas vezes você teve paciência de ver esses vídeos até o final, se é que não apagou antes?
E em outras vezes como se convencionou chamar, esses conteúdos “viralizam” na Internet.
Sem contar os milhares de canais do YouTube com conteúdo similar.
A questão é que, diferente da televisão, principalmente, essas celebridades instantâneas tornam-se apenas instantâneas e raramente, celebridades. Quinze minutos? Nem de perto, alguns segundos, talvez.
Há explicações no mundo da teoria da comunicação, mas acho que dentro do campo da psicologia há muito mais.
Bem intencionados? Sérios? Apenas para ocupar o tempo? Motivos, não faltam.
Ontem, graças ao processo eleitoral, um número assombroso dessas mensagens inundaram a Internet, principalmente pelo WhatsApp. Momentos reais ou fakes elaborados, tudo aconteceu. Mas há uma diferença fundamental, sabemos quem repassa essas mensagens, mas não temos ideia de quem fez. Fama? Alguma celebridade anônima resplandeceu? Não, com certeza.  Psicólogos de plantão, por favor, expliquem.
Uma coisa é certa. Temos que aprender muito sobre o que é ou o que não é nesse mundo virtual. Quinze minutos? É muito! Quinze segundos estão bons demais.


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