Pião, rolimã e bola de meia.

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Aconteceu de novo. O Facebook divulgou ontem que sofreu um ataque de hackers e que cerca de 50 milhões de contas foram afetadas.
Segundo a empresa, o ataque, descoberto na ultima terça feira, 25, aconteceu em uma falha no código da função “Ver como” que permitiu que os cibercriminosos  pudessem acessar as chaves digitais – Tokens – que permitem que o usuário fique logado sem ter que redigitar sua senha.
O Presidente e fundador da empresa, Mark Zuckerberg disse em nota que não sabem ainda se essas contas foram exploradas para uso indevido.
Segundo um estudo da Pricewaterhouse ,publicado no inicio do ano, desde 2014 o número de ataques de hackers aumentou em 83%.. Outro levantamento, publicado pela empresa Cyber Handbook, estima que até 2019 as perdas com as ações dos hackers podem atingir a impressionante marca de U$, 2,1 trilhões. Isso mesmo, trilhões, nove zeros, em prejuízos as instituições financeiras, governos e cidadãos. Alarmante, para nós brasileiros, é que o Brasil perde apenas para a China com esses ataques. Somos os vice-campeões mundiais em crimes cibernéticos.
Os hackers  são, em sua maioria, jovens, na faixa de 18 a 25 anos. Mas existem muitos casos de adolescentes que cometem esse tipo de crime. O jovem Jonatham James foi o primeiro adolescente a ser preso por crimes digitais nos Estados Unidos, em 1999. Ele invadiu os computadores do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e da NASA, aos 15 anos de idade.
E existem outros como ele. É certo que a tecnologia chega cada vez mais cedo nas mãos de nossas crianças. Começando com um celular, passando para um tablet e chegando a um computador com uma boa conexão de banda larga.
Essa é a diversão do século XXI. Game, relacionamentos virtuais  e uma navegação  pela Internet que pode se estender por horas e horas.
Bons tempos em que as crianças ficavam na rua se divertindo. Hoje, mesmo sem a tecnologia seria ou é muito difícil. A violência, principalmente nos grandes centros urbanos, impede esse exercício de liberdade. Resta aos jovens, assim como a muitos adultos, ficarem presos dentro de casa. E para sua companhia e entretenimento os eletrônicos e a Internet são a solução.
E para um jovem curioso descobrir os caminhos para se aventurar a um mundo quase sem limites é um pulo.

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