E=mc2
Uma das mais famosas equações da
ciência moderna que determina a relação da transformação da massa de um objeto
em energia e vice-versa, sendo que "E" é a
energia, "m" a massa e "c" é a velocidade da
luz ao quadrado, considerada a única constante do Universo.
Quando o gênio da física moderna,
Albert Einstein publicou equação, em 1905, o mundo não conhecia ou rádio ou a
TV, não existia nem ideia do que seria uma Internet, celulares e computadores,
e o cinema estava apenas começando. Apesar de algumas dessas invenções estarem
em sua frase embrionária, estavam muito longe da realidade do dia a dia.
Todo o conhecimento era transmitido
por mestres seus livros ou publicações em revistas especializadas. Praticamente
não existia tecnologia para criar tecnologia. Apenas, giz, lousa, papel, penas
ou lápis e, principalmente, o cérebro.
Einstein, como muitos sabem, era um
aluno sofrível, daqueles que os professores costumam dizer que não tem futuro. Mas
isso é longe da verdade. Sua inteligência muito acima da média, não se dava bem
com o ensino tradicional, com o conhecimento trivial. Ele estava anos luz a
frente. A mesma luz a que ele tanto se dedicou a entender dentro da física
universal.
Ele morreu em 1955, já cercado de
muitas das invenções que hoje fazem parte do nosso cotidiano, como o rádio, a TV,
o telefone, o cinema e dos primeiros computadores operacionais, mesmo que ainda
muito incipientes. Mas as escolas, dos anos 50, assim como do inicio do século,
contavam com os mesmos recursos. O professor, o giz, a lousa, papel caneta e
lápis, e os cérebros.
Na ultima quinta feira, dia 30, o MEC
publicou os resultados do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica) em sua
edição de 2017*. O que foi apresentado é no mínimo frustrante. O desempenho dos
alunos do ensino médio no país está estagnado ou, como no caso da matemática,
retrocedendo.
Cabem aqui alguns questionamentos.
Não faz parte desse blog analise educacional ou críticas ao nosso sistema de
ensino. As questões inerentes aqui são:
O quanto a tecnologia vem ajudando a
educação, em todos os seus níveis? A internet, os celulares conectados a “todo
vapor” nas mãos dos jovens, trazem benefícios ao conhecimento? Alguém, mesmo a
escola, orienta o uso desse instrumento para colaborar com o conjunto das
práticas educacionais? O uso dos computadores nas escolas, particulares e
públicas, contribuíram de fato para a melhoria do ensino? Os professores estão
preparados para conviver com essas tecnologias em sala de aula? Quem entrar em
uma sala de aula de nossos dias e olhar uma foto de uma sala de aula do inicio
do século XX, daquelas que Albert Einstein frequentou, verá quais diferenças?
E há um lado pior ainda nesses
resultados. As conquistas no aprendizado de português e matemática, nas séries iniciais,
desaparecem** quando o aluno chega ao ensino médio. Justamente no momento em
que ele, aluno, está mais próximo e tem acesso mais fácil aos instrumentos tecnológicos.
São muitas as questões envolvidas.
Não só o sistema educacional ou uso de novas tecnologias em sala de aula. Há
também importantes questões sociais e de comportamento que devem ser
analisadas.
Ou se começa a discutir seriamente
toda essa situação ou teremos uma geração, ou já mais de uma, despreparada para
o mercado de trabalho, de baixa qualificação e, como consequência, um país que
irá depender cada vez mais de polos de desenvolvimentos externos para absorver
tecnologia e conhecimento, criando uma dependência que pode custar muito caro
ao futuro do Brasil. Sabemos que existem jovens brilhantes em nosso país. Mas
nessa tempestade certamente, serão levados pelo vento. Se há um Albert Einstein
brasileiro, não sei. Mas se houver um ou mais, do jeito que as coisas estão
jamais saberemos.
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